Este é um roteiro de aplicação de desenho animado em sala de aula (roteiro ainda em construção) - preparado pelos alunos da turma de Pós-graduação em Educação e Divulgação Científica do IFRJ-Campus Mesquita (Turma 2017)
Público: Primeiro segmento do Ensino Fundamental - 4º ano
Tema: Polinização
1 - Introduzir, com uma breve abordagem, o tema de interesse com perguntas que estimulem a curiosidade dos alunos. A palavra geradora será: borboleta.
Você conhece o desenho "O show da Luna"?
Já viram uma borboleta?
Sabem o que uma borboleta faz na natureza?
2 - Estimular as crianças a fazerem perguntas questionando: O que vocês gostaria de saber sobre borboletas?
3 - Anotar as perguntas.
4 - Exibir o episódio escolhido do Show da Luna
Ao longo da exibição observar se as perguntas das crianças foram respondidas.
5 - Abordar o tema polinização, de maneira a explorar os pontos do desenho que mostram o assunto.
Estetrabalho tem por objetivo proporum roteiro de aplicação do desenho em sala de aula.
Para tanto, será realizada uma análise de um episódio do desenho
animado “O show da Luna”, chamado “como a água vira chuva”, desenho que aborda
o tema ciclo da água, buscando identificar elementos que propiciem o ensino de
aspectos da língua portuguesa e do ensino de ciências. Espera-se com esta
proposição apontar que o desenho animado em questão pode ser aplicado em sala
de aula como uma ferramenta interdisciplinar que colabora com o ensino de Língua
Portuguesa e Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental, bem como fortalecer
a presença da mulher na ciência desde a infância.
O episódio
selecionado intitulado “Como a água vira chuva?” Ele também é disponível no
link: https://www.youtube.com/watch?v=WpOkQ7ayUxQ e tem 12 minutos e 3 segundos
de duração.
O professor, antes de conduzir a exibição do
episódio selecionado, pode questionar aos alunos se já conhecem o título a ser
apresentado “ o Show da Luna”. É natural que alguns demonstrem interesse
imediato pela atividade por conhecer e acompanhar o desenho, outros um pouco de
resistência por não gostar do título. Neste momento, cabe ao professor
interagir com a turma de maneira a conduzir a prática pedagógica.
A
seguir é exposto a análise do desenho com a intenção de se identificar em que
trechos aparecem questões relevantes para a construção do roteiro. Após a
identificação dos trechos em destaque são propostas questões norteadoras para
orientar o professor:
Abertura:
30 segundos (Figura 1)
Tempo:
0 min:38 seg – 0 min:52 seg
Abordagem do conteúdo de Ciências:
O
desenho tem início retratando um dia bem quente. O sol aparece brilhante no
céu. Luna, Júpiter e Cláudio estão bebendo bastante água no interior da casa
quando a mãe das crianças chega da rua demonstrando estar com calor e limpando
o suor da testa. Ao se deparar com a sede das crianças e da mascote, a mãe dá
início ao questionamento do episódio ao dizer que se as crianças beberem toda a
água não sobrará água para virar chuva (tempo: 01 min :03 seg – 01 min:09 seg).
Figura 1: Abertura do
episódio “Como a água vira chuva?” O show de Luna
·Você
conhece alguma lenda indígena do folclore brasileiro sobre fenômenos da
natureza? Qual?
03 min: 09 seg –
03 min: 16 seg - O copo é derrubado e Luna diz que o experimento precisa ser
refeito. Nesse momento ela começa a introduzir de forma natural o termo que é
rotineiramente utilizado no campo científico: Experimento (Figura 2).
Figura 2: Personagens
acompanham o experimento da evaporação da água
Zanon
e Freitas (2007), defendem que desde os anos iniciais do ensino fundamental, no
que tange o ensino de ciências, é importante que as crianças já tenham contato
com as chamadas “atividades investigativas” e que sejam promovidas “interações
discursivas” em sala de aula. Para tal proposta, as autoras sugerem que o foco
seja dado em algo que seja conhecido pelo aluno:
Essas atividades podem ser entendidas como
situações em que o aluno aprende ao envolver-se progressivamente com as
manifestações dos fenômenos naturais, fazendo conjecturas, experimentando,
errando, interagindo com colegas, com os professores, expondo seus pontos de
vista, suas suposições, e confrontando-os com outros e com os resultados
experimentais para testar sua pertinência e validade. Esses processos de
ensino-aprendizagem têm no início da escolarização uma importância ainda maior,
pois auxiliam os alunos a atingir níveis mais elevados de cognição, o que
facilita a aprendizagem de conceitos científicos (Zanon e Freitas,
2007).
·Importância da observação e registro de
dados.
Explicar
para os alunos como se faz uma experiência (Hipótese, observação, conclusão)
1.(Hipótese)
A primeira suposição é que uma nuvem se formará sobre o copo e a chuva cairá em
seguida.
1.1Explicar
aos alunos que uma pesquisa é desenvolvida após um questionamento inicial e
seguido de uma hipótese a ser confirmada ou descartada. No caso em questão,
qual foi o questionamento que motivou esse experimento?
2.(Observação)
O copo com água é deixado no chão. As crianças correm para casa e a observação
passa a ser à distância, pois temem que a chuva caia sobre eles.
2.1Que
equipamentos são utilizados para proporcionar a observação do experimento sem
que haja prejuízo em relação à distância existente entre o copo e a janela de
onde os personagens observam o copo?
3.Após
certo tempo do início do experimento, anoitece e a chuva ainda não caiu.
Percebe-se uma alteração no conteúdo do copo.
3.1Qual
foi a medida estabelecida para que pudessem comparar a evolução da experiência?
Foram medidas iguais? Com base na medida o que pode ser concluído em relação à
quantidade de água de antes e de agora?
4.Surge
outro questionamento: Para onde foi a água?
·05
min: 13 seg – 05 min: 22 seg - Para compreender como a água vira chuva, as
personagens resolvem que, no dia seguinte, vão virar gotas e entrar no copo
para descobrir (Figura 3).
1.Quando
estão dentro do copo e começam a brincar, eles escorregam pelo interior do
copo, nesse momento qual é o estado físico em que eles se encontram?
2.Quais
são as unidades de medidas aplicáveis à água?
3.O
que faz com que eles mudem de estado quando estão dentro do copo?
Figura 3: As
personagens resolvem “entrar” na experiência
1.Abordagem
do gênero canção e suas características;
1.1Como
ele é escrito, qual a finalidade, linguagens utilizadas;
2.Verso
ou prosa: qual a forma utilizada no gênero;
3.Interpretação
textual com a canção tema do episódio.
3.1Apresentar
aos alunos um questionário com perguntas sobre a chuva.
4.Explorar
a sonoridade dos versos e direcionar os alunos ao entendimento do conceito de
rima.
4.1Propor
aos alunos a criação de suas próprias rimas sobre o tema.
5.Vocabulário:
Orientar os alunos que, durante a exibição do desenho, anotem todas as palavras
que lhes forem desconhecidas e ao final incentivar a busca pelo significado no
dicionário.
5.1Apresentar
também, como parte da atividade, as palavras principais: experimento, binóculo,
garoa, etc...
5.2Solicitar
que alguns trechos da canção sejam reescritos com algumas palavras (previamente
selecionadas) substituídas por sinônimos.
Outros temas complementares podem ser explorados do
desenho, como por exemplo a Diversidade de gênero. Deflagre um debate com os
alunos sobre com as seguintes questões:
·Você
já pensou em ser cientista?
·Você
sabe o que um cientista faz?
·Você
acha que é possível um gato ser cientista? E um menino? E uma menina? Por que?
·Você
saberia dizer se existem profissões que sirvam só para homens? E para mulheres?
A partir do momento que o professor já
tenha o domínio do desenho e já sabendo o que se pretende com ele, iniciar a
apresentação do episódio “Como a água vira chuva”. A apresentação deste roteiro
prévio é uma sugestão. O professor pode explorar todos os pontos aqui expostos,
selecionar alguns ou até mesmo estabelecer suas próprias relações, não perdendo
de vista que o desenho aqui apresenta função pedagógica. É importante lembrar
que o professor exerce o papel de mediador para a atividade e que este deve
perceber se há algum fator que distraia o aluno fazendo sair do tema
inicialmente proposto, mas também, deverá ter sensibilidade o suficiente para
aproveitar tais oportunidades de maneira a despertar o interesse da turma e
lapidar o olhar das crianças, de maneira a direcionar o foco. A exibição do
filme pode ser feita de uma só vez e desenvolver as discussões depois e
retornar aos trechos para evidenciar o que for necessário.